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Três perguntas para… Julio Paim, CEO do SíndicoNet

Prestes a completar 25 anos, o SíndicoNet é um site focado em ajudar o trabalho de quem gerencia condomínios. Conversamos com seu fundador sobre o mercado para esses profissionais.

Por Guilherme Eler 7 jun 2021, 18h50 | Atualizado em 21 jun 2021, 11h31
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 (SíndicoNet/Divulgação)
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Era 1996 e a internet ainda engatinhava no Brasil. Julio Paim, então aluno de administração e marketing da ESPM, precisava fazer um trabalho de faculdade: inventar um novo serviço. Criou o SíndicoNet, um site para ajudar o trabalho de quem gerencia condomínios.

Quase 25 anos depois, ele recebe 1 milhão de visitas por mês e, em novembro de 2020, foi comprado pelo QuintoAndar. O site tem conteúdos informativos, cursos e eventos, mas o negócio mesmo é outro. Ele tem uma espécie de classificados no qual síndicos conseguem pedir orçamentos de serviços para o condomínio, como pintura de fachadas, manutenção de elevadores e bombas de piscinas. Conversamos com Julio Paim sobre o atual momento da carreira desses profissionais.

1. Qual é o perfil de um síndico profissional?

Existe um padrão entre as pessoas que estão entrando nesse mercado. Ou elas têm um emprego principal e fazem isso de forma paralela, ou então perderam seus empregos tradicionais. Normalmente já tiveram uma experiência de síndico em seus próprios condomínios e começaram a olhar para esse tipo de atividade como uma possibilidade de ter uma renda extra.

São administradores, economistas, advogados e engenheiros. Uma pessoa consegue administrar seis ou sete condomínios, forçando um pouco a barra. [Em paralelo com uma segunda profissão] é possível levar até dois condomínios. Quanto à remuneração, um síndico costuma cobrar algo entre R$ 2 mil e R$ 4 mil mensais [dependendo do número de condomínios que pegar].

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2. Como alguém interessado em virar síndico profissional pode ingressar nesse mercado?

O caminho ideal é buscar algum tipo de experiência e capacitação. Isso a pessoa consegue se candidatando a síndica do condomínio ou entrando como subsíndica. Caso esteja decidida, pode buscar uma vaga numa empresa de síndicos profissionais ou numa administradora de condomínios. É preciso ter uma noção no mínimo básica da legislação condominial. E também da parte de administração, manutenção e gestão predial.

3. Como a pandemia impactou o trabalho dos síndicos?

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Começaram a surgir novas demandas, porque as pessoas agora olham muito mais para as suas casas e dão mais valor para a vida dentro do condomínio. [Os moradores] também começaram a fazer mais obras. O volume de demandas – como pedidos, críticas, conflitos – aumentou para 41% dos síndicos entrevistados (pelo Censo 2021 do SíndicoNet).

A manutenção do condomínio apareceu como problema mais frequente (53% das respostas) durante a pandemia. O segundo mais comum, observado por 38%, é mediar conflitos entre moradores.

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