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Prejuízo com criptos – mas não porque elas caíram

MSK prometeu reembolsar clientes lesados a partir de janeiro. E descumpriu o acordo.

Por Tássia Kastner
7 fev 2022, 09h00 •
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 (Tiago Araujo/Você S/A)
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  • A MSK vendia “assessoria em criptoativos”. Não era bem isso: clientes transferiam o dinheiro para a conta da empresa sob a promessa de ganhos de 2% a 5% ao mês, dependendo do valor aplicado. Os 5% mensais iam para quem colocou R$ 500 mil ou mais na conta da MSK. Isso foi até dezembro, quando um email anunciou a suspensão dos pagamentos e condicionou a devolução do dinheiro à assinatura de um distrato.

    O reembolso seria feito em até dez parcelas, a primeira paga 30 dias após a adesão do cliente ao contrato de fim do serviço. E boa parte dos 4 mil clientes decidiu esperar. 

    Passado o prazo, o dinheiro não caiu na conta. Agora a empresa afirma que “alguns distratos serão honrados fora do prazo”. As queixas se multiplicam.

    Quem pediu para cancelar o serviço antes de dezembro também não recebeu o dinheiro – entrou na fila com todo mundo. Em dezembro, a empresa tinha cerca de R$ 700 milhões sob custódia.

    Só que, convertido em Bitcoins, esse valor já é 20% menor entre a data do distrato e o fim de janeiro, já que as criptos tombaram. Da cotação máxima, em novembro de 2021, o Bitcoin caiu 40%. Outras moedas digitais, mais ainda. A MSK nunca disse com quais criptos operava, afirma apenas que fazia operações de trade – nada mais que compra e venda rápida de ativos em busca de lucro.

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    Quando comunicou o fim do serviço, a empresa afirmou que havia atingido um limite operacional e que temia os efeitos de um projeto de lei em discussão em Brasília, cujo objetivo é evitar fraudes com o uso de Bitcoins e outras moedas digitais.

    Agora, o leque de justificativas para não pagar aumentou. O dinheiro dos clientes estaria todo convertido em criptomoedas, e a empresa afirma que elas ficam bloqueadas temporariamente no exterior após o pedido de resgate. Em um comunicado, eles também colocaram a culpa nas vítimas, ao afirmar que os bloqueios judiciais, de ações movidas por pessoas lesadas, prejudicam a devolução do dinheiro. Já o tombo do Bitcoin, esse seria um “desafio de dificuldade operacional”.

     

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