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Desenvolvedora do Fortnite demite mil funcionários para reduzir custos

CEO da Epic Games culpou a queda de popularidade do jogo e outros problemas da indústria de videogames. Cortes “colocam a empresa em uma posição mais estável”

Por Leo Caparroz 26 mar 2026, 15h00 | Atualizado em 26 mar 2026, 16h27
Montagem de um homem idoso, de cabelos grisalhos e roupa formal (lado esquerdo) e logo da empresa Epic Games, sobre fundo amarelo (lado direito)
 (Montagem sobre reprodução (Imagens: Getty Images)/Você S/A)
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A indústria de games parece viver em um ciclo constante e interminável de demissões. Periodicamente, uma publisher anuncia que está cortando gastos e que mais um estúdio vai passar por temidos layoffs.

Na última terça-feira (24), foi a vez da Epic Games. A desenvolvedora do Fortnite, que é um dos jogos mais bem sucedidos da história dos videogames, anunciou a demissão de mais de mil funcionários da empresa – aproximadamente 20% da sua força de trabalho. Trata-se de um dos maiores layoffs da indústria.

Em uma nota, o CEO da Epic, Tim Sweeney, disse que os cortes refletem desafios atuais do segmento, como “crescimento mais lento, gastos mais fracos e economia de custos mais rigorosa”. Ele também ressaltou como os jogos de hoje “competem pela atenção com outras formas de entretenimento cada vez mais envolventes”.

O Fortnite tem passado por uma queda de engajamento. O número de usuários mensais ativos e de tempo médio online caiu; enquanto isso, outros jogos da concorrência começaram a superar o Fortnite em popularidade. 

O ambiente ficou um pouco mais competitivo e a disputa pela atenção e dinheiro do público ficou mais acirrada. A receita caiu, então veio a necessidade de cortar custos para defender as margens de lucro.

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De acordo com a declaração de Sweeney, a Epic estava “gastando mais do que arrecadando” e eles teriam que fazer “cortes drásticos para manter as finanças da empresa”. Como a folha de pagamento é um dos maiores custos, talvez fosse inevitável reduzir a força de trabalho nesta situação.

“Essas demissões, juntamente com mais de US$ 500 milhões em economia de custos identificada em contratos, marketing e fechamento de algumas vagas em aberto, nos coloca em uma posição mais estável”, afirma logo no início do texto.

No começo do mês, a Epic aumentou os preços das V-Bucks – as moedinhas do jogo, compradas com dinheiro de verdade. Era uma tentativa de “ajudar a pagar as contas” de um jogo cujo custo “aumentou muito”, segundo a própria desenvolvedora. 

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Apesar de ser um jogo gratuito, o Fortnite gera bilhões de dólares em receita anual – ele é considerado um dos jogos mais bem sucedidos do mundo. A maioria dessa grana vem das microtransações, um nome para as pequenas compras de itens adicionais que a pessoa pode fazer dentro do jogo.

Mesmo com a queda de popularidade, Fortnite ainda é um dos games mais jogados no mundo. Também estima-se que a Epic Games tenha faturado US$ 6 bilhões em 2025. Por causa disso, a notícia da demissão massiva e seu atrelamento a questões financeiras da empresa foi, no mínimo, uma surpresa.

Em um parágrafo da sua declaração, Sweeney achou importante afastar as suspeitas de que as demissões tenham sido motivadas, de alguma forma, pela inteligência artificial. “Já que isso é uma coisa agora, eu devo esclarecer que as demissões não estão relacionadas à IA.”

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Sweeney admitiu que a IA até melhora a produtividade, mas ressaltou que a Epic quer “ter o quantos desenvolvedores incríveis criando ótimos conteúdos e tecnologia quanto possível”.

Em setembro de 2023, a Epic também fez uma grande rodada de demissões. Foram 830 cargos, com motivos similares citados para os cortes.

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