Gabriela Teixeira

Nova isenção do IR: entenda como ela impacta sua renda

ECONOMIA

Nesta quarta-feira (5), o Senado aprovou a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil mensais e desconto para quem tem ganhos de até R$ 7.350. Atualmente, já são isentos os contribuintes que recebem até R$ 3.036.

Se sancionada pelo presidente Lula, a proposta beneficiará mais de 16 milhões de pessoas a partir de 1º de janeiro de 2026, segundo informações do governo.

A seguir, entenda como as novas regras impactam quem ganha:

De acordo com o Projeto de Lei 1.087/2025, contribuintes com essa renda terão uma redução de até R$ 312,89 mensais. Desse modo, o imposto devido será zerado.

Até R$ 5 mil por mês

Aqui, o desconto segue a fórmula R$ 978,62 - (0,133145 x rendimentos tributáveis mensais) e sofre uma diminuição progressiva. Ou seja, quanto maior a renda, menor a dedução.

De R$ 5.000,01 até R$ 7.350

Ao aplicar a fórmula a um salário de R$ 5.400, por exemplo, chegamos a um desconto de R$ 259,63. Já no caso de um pagamento mensal de R$ 7.200, o valor descontado é de apenas R$ 19,97.

Não há redução no imposto para esses contribuintes.

Acima de R$ 7.350

As reduções também serão aplicadas ao pagamento do 13º salário. Já no caso da declaração do IR, as mudanças só passarão a valer a partir de 2027, uma vez que o acerto de contas com o Leão no ano que vem é referente ao ano-base de 2025.

Para equilibrar a arrecadação, a proposta também prevê um IRPF mínimo para pessoas com rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil (ou a partir de R$ 50 mil mensais). Nesse caso, a alíquota seguirá os seguintes critérios:

Para quem ganha entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão por ano, o percentual poderá chegar até 10%, conforme o cálculo: Alíquota % = (REND/60000) - 10;

Já nos rendimentos equivalentes a R$ 1,2 milhão ou mais, a alíquota está fixada em 10%.

O Ministério da Fazenda estima que a medida irá atingir cerca de 140 mil pessoas. Contudo, ela não será aplicada a quem já paga a alíquota máxima do Imposto de Renda, de 27,5%.