O que é o princípio de Peter – que explica Michael Scott

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Michael Scott, interpretado por Steve Carell na série The Office, começou a carreira como um vendedor de papel. Seu desempenho era tão bom que ele virou gerente regional da Dunder Mifflin (o nome da empresa fictícia da sitcom).

Acontece que Michael é um bom vendedor, não um bom gestor. Ele quer ser amigo de seus subordinados, procrastina a maior parte do tempo e odeia tarefas básicas de gestão.

Michael é um exemplo perfeito do princípio de Peter, que reza o seguinte: “Num sistema hierárquico, todo funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência”.

Ou seja, enquanto você for bom nas funções que exerce, tenderá a ganhar cargos mais altos – de modo que, eventualmente, você vai empacar em uma função na qual não é tão bom assim.

O tal “Peter” é Laurence J. Peter, o professor de administração canadense que pôs essa ideia no papel em 1968.

Os RHs podem evitar esse problema entendendo que cargos de gestão exigem habilidades diferentes – e não só um uso redobrado das que fizeram o funcionário se destacar em primeiro lugar.

Às vezes, a melhor maneira de recompensar uma pessoa talentosa é aumentar seu salário e mantê-la na tarefa que sabe realizar, e não desafiá-la com um cargo de atribuições diferentes.