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Perguntas & Respostas

Como funciona o Tesouro Educa+?

Entenda o funcionamento deste título feito para custear a educação dos filhos, lançado em agosto.

Por Alexandre Versignassi 20 dez 2023, 09h47
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 (Maria Laura Farinha/VOCÊ S/A)
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Para quem não conhece: o Educa+ foi lançado em agosto. É um título feito para custear a educação dos filhos, à venda pelo Tesouro Direto. Ele tem a mesma fórmula do RendA+ (feito para complementar a aposentadoria, e que já explicamos aqui), mas com duas grandes diferenças.

A mais óbvia: no RendA+, você recebe em 240 parcelas o dinheiro que investiu – um pagamento por mês ao longo de 20 anos. No Educa+ são 60 parcelas, por cinco anos. 

A outra diferença: os títulos Educa+ vencem mais cedo. Entre os RendA+, o mais curto começa os pagamentos em 2030 e só vence em 2049, quando cai a última parcela. O mais curtinho dos Educa+ inicia as remunerações já em 2026, com vencimento final em 2030.

Títulos longos sofrem oscilações violentas de preço, porque embutem uma avalanche de juros compostos. O RendA+2065, talvez um dos mais longos do mundo, acumula juros até 2089 – uma data tão distante que parece nome de livro de ficção científica.

Logo, o preço de mercado dele varia mais do que cripto. Entre 30 de janeiro de 2023, data de estreia do RendA+2065, até o dia 15 de agosto, ele acumulou um ganho de 78% na marcação a mercado – de agosto até novembro, por outro lado, caiu 20%.  

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Essa oscilação toda faz com que títulos longos funcionem como renda variável. Muita gente que compra hoje algo como o RendA+2065 não visa a uma aposentadoria daqui a quatro décadas. Quer vender antes do vencimento, em meio a alguma alta vertiginosa, e embolsar o lucro. É do jogo.

Já o Educa+ é conservador, como todo título curto. Naquele período em que o RendA+2065 caiu 20%, o Educa+2026 variou só -0,5%. Não dá para comparar com a parte de alta, já que o Educa+ estreou em agosto; mas o fato é que ele ficaria relativamente estável do mesmo jeito. Ou seja: ele não serve para especular. 

E também não compete com os títulos curtos convencionais. Esses são basicamente para fazer poupança. Seu dinheiro fica mais protegido de oscilações, caso você tenha de tirar antes do vencimento. E se você segurar até o fim, seu dinheiro estará protegido da inflação, chova ou faça sol na economia.

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Só que resgatar um título curto em 60 vezes não vale a pena – o volume de juros compostos que ele acumula é relativamente pequeno. O Educa+, no fim das contas, só serve mesmo se você tiver um destino certo para cada uma das parcelas. E é justamente essa a proposta dele: ajudar no pagamento de mensalidades, com um fluxo de pagamentos previsível. Ponto para o Tesouro.  

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(Maria Laura Farinha/VOCÊ S/A)
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