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Perguntas & Respostas

Qual é a diferença entre bolsa e Ibovespa?

A bolsa de valores é a floresta inteira, já o Ibovespa é um índice que representa só as árvores mais populares lá dentro – e está mais lotado do que nunca.

Por Tássia Kastner 15 out 2021, 05h16 | Atualizado em 1 nov 2021, 10h12
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 (Eduardo Hy Mussi/VOCÊ S/A)
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A bolsa tem mais de 400 empresas. O Ibovespa é um índice que acompanha a oscilação das 88 mais importantes. A ideia de um índice de ações é mostrar como se comporta o núcleo duro das empresas do mercado financeiro. Alguns são mais abrangentes, tipo do S&P 500, que cobre 80% das ações americanas (500 empresas). Outros são bem mais seletivos, como o Dow Jones e suas 30 companhias.

Por aqui, o Índice Bovespa começou a ser calculado em 1968 (uma época em que a B3 se chamava Bovespa, daí o nome e a confusão entre o que é bolsa e o que é índice). Ele é um jovem quando comparado ao americano Dow Jones, de 1896. O Ibovespa considera só as ações mais populares e é preciso atender a três critérios principais: estar entre as ações mais negociadas da bolsa no dia a dia, ter tido negócios em pelo menos 95% dos pregões dos últimos quatro meses e não ser uma penny stock (as ações de menos de R$ 2).

E ele está cada vez mais vitaminado. Em setembro, o índice brasileiro passou a ter o recorde de 91 ações e 88 empresas (Petrobras, Eletrobras e Banco Inter têm duas classes de ações no índice). Na B3 inteira, são cerca de 400 companhias. Depois de 44 IPOs só neste ano, existem mais empresas listadas e candidatas ao time de elite da bolsa. Mas há um segundo fator que explica o crescimento do Ibov. É que existem hoje quase 4 milhões de investidores dispostos a comprar e vender ações; em 2019, era menos de 1 milhão. Nisso, pinga mais dinheiro também para empresas menores, aumentando o mercado de candidatas ao Ibovespa.

A última vez que o Ibov havia crescido tanto foi entre 2006 e 2014, quando o índice saltou de 49 ações para 73. O período casa com a onda anterior de IPOs. Na recessão que se seguiu, o Ibov perdeu 15 companhias. É natural que empresas fechem capital ou passem por fusões, saindo da bolsa.

Tem um outro detalhe dos índices de ações: tamanho não é critério de seleção, mas é importante para dizer quão representativa é a empresa no mercado. Nisso, a rainha do Ibovespa é a Vale. A maior empresa da bolsa brasileira, avaliada em R$ 391 bilhões, responde por 14,478% do índice. Na ponta de baixo está a Minerva, com R$ 5,8 bilhões de valor de mercado e 0,082% do Ibov.

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Por sinal, a Vale é tão veterana que já estava lá na primeira versão do índice, de 1968. De 1999 para cá, esteve em todos os meses e chegou a responder por 37,7% do índice, no ano 2000. O percentual só é menor que o recorde da Petrobras, de quase 50% do Ibovespa em 2001, segundo a Economatica. Hoje a Petro tem 9,285% do índice, juntando as ações PETR3 e PETR4.

No fim de setembro, o Ibovespa estava ao redor dos 110 mil pontos, o que é uns 7% abaixo dos 119 mil do final do ano passado. Quer dizer que, na média, as ações da bolsa estão em baixa. Cortesia das baixas de Vale (-16,68%) e Petrobras (-9,7%).

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