Aniversário da Abril: Assine por apenas 1,99

Empresas de programas de fidelidade crescem e abrem vagas

Empresas de programas de fidelidade abrem 2015 com a perspectiva de contratar. Entenda por que vale a pena ficar de olho nesse setor

Por Nataly Pugliesi 24 fev 2015, 06h12 | Atualizado em 15 out 2024, 16h44
size_960_16_9_FIDELIDADE1.jpg
Daniel Milagres da Dotz  (Omar Paixão/)
Continua após publicidade

No Brasil, o mercado de programas de fidelidade — aqueles em que o consumidor acumula pontos a cada compra e depois troca por prêmios – passa por uma expansão, com uma arrecadação estimada de 20 bilhões de reais. Multiplus e Smiles, as duas principais empresas do ramo, têm ampliado o quadro.

A Multiplus, que tem 212 funcionários, fechou 2014 com 50 contratações. A Smiles hoje emprega 90 pessoas — 32 delas contratadas entre o fim de 2013 e o início de 2014. A Dotz, uma das líderes desse mercado, saltou de 70 para 400 funcionários em três anos.

E continua contratando. “As áreas em que mais precisamos de gente são marketing, tecnologia, inteligência de mercado e relacionamento”, diz Roberto Chade, presidente da Dotz.

Novas posições também devem ser abertas na Netpoints, dona de uma base de 3 milhões de clientes. A empresa planeja investir 100 milhões de reais até o fim de 2015.Na mesma linha, Banco do Brasil e Bradesco inauguram ainda neste ano a Livelo.

Como ocorre em mercados novos, há poucos profissionais com experiência no setor, o que os torna bastante disputados. Um deles é Renata Oliva Battiferro, de 35 anos, de São Paulo, diretora de relações com investidores da CSU MarketSystem, unidade de administração de programas de fidelidade do grupo CSU.

Continua após a publicidade

A profissional foi contratada em 2013, após um ano na Smiles. “Eu me apaixonei por esse mercado”, diz Renata. Sem especialistas à vista, as empresas têm recrutado nos bancos e no varejo profissionais com experiência parecida ou habilidade para construir parcerias comerciais e carteiras de clientes.

É o caso de Daniel Milagres, de 31 anos, gerente-geral de marketing da Dotz. Ele veio do Extra, onde participou da criação do programa de fidelidade da rede varejista. 

Um dos atrativos do segmento é a possibilidade de crescimento acelerado. É no que aposta Adriano Barbosa, de 34 anos, gerente da área de TI da Smiles, em São Paulo, que veio da Natura. “Por ser uma empresa menor, há mais contato com a alta cúpula para mostrar meu trabalho”, diz ele.

O pagamento de bônus também desperta interesse. “Mesmo se a economia vai mal, o setor cresce, porque as empresas se preocupam ainda mais em fidelizar o cliente”, diz Danilo Engel de Vasconcelos, da CSU MarketSystem. Vale a pena ficar de olho, num ano em que poucos setores projetam crescimento significativo.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

10 grandes marcas em uma única assinatura digital