Aniversário da Abril: Assine por apenas 1,99

Novos chips copiam pensamento humano e ameaçam empregos

A nova geração de chips que mimetizam o pensamento humano promete ganhos de desempenho e qualidade de vida e, como sempre, ameaça empregos

Por Gil Giardelli 17 jan 2015, 07h36 | Atualizado em 17 dez 2019, 15h28
size_960_16_9_size_810_16_9_robonaut-primeiro-robo-no-espaco.jpg
NASA (NASA/)
Continua após publicidade

A computação ganhou status de ciência por volta de 1950. Desde então, pesquisadores vêm tentando inventar uma máquina capaz de pensar como o homem: aprender coisas e dar respostas. Neste momento, empresas como IBM e Qualcomm estão entrando numa nova fase da aventura cibernética. Elas estão confeccionando chips que reproduzem um cérebro, com sinapses e neurônios.

Esse campo recebeu o nome de computação neuromórfica. Tradicionalmente, chips são desenhados para executar cálculos e funcionam bem para qualquer coisa que possa ser traduzida em um problema numérico. Agora os processadores neuromórficos podem detectar padrões diante de dados complexos — como sons e imagens —, compreender comportamentos e responder a eles. Como cérebros fariam. 

O jogo ainda está nos laboratórios mais avançados do mundo, mas os cientistas já começam a prever o que os chips neuromórficos poderiam fazer. Óculos especiais capazes de reconhecer objetos poderiam ajudar cegos a entender o mundo.

Chips instalados em nosso corpo poderiam monitorar sinais vitais e detectar alterações mínimas — uma promessa de avanço no combate a doenças como câncer e aids.

Um sistema semelhante poderia, por exemplo, nos contar em que momento do dia estamos mais dispostos a trabalhar, em que período estamos mais aptos a executar tarefas que exigem concentração, ou qual é a hora de ir descansar. 

Continua após a publicidade

Como todo avanço nessa área, os chips neuromórficos têm um potencial destruidor de empregos. O objetivo da ciência, afinal, é colocar uma máquina para fazer algo antes feito pelo homem.

Semanas atrás, o astrofísico Stephen Hawking, de 72 anos, mostrou-se preocupado com o desenvolvimento da inteligência artificial. “O desenvolvimento da inteligência artificial plena poderia significar o fim da raça humana”, disse o cientista à rede britânica BBC.

Ao mesmo tempo, Hawking reconhece quanto a tecnologia o ajudou a permanecer vivo e produtivo diante de sua grave doença — a esclerose lateral amiotrófica. 

Nós, os tech-otimistas, apostamos que, quando as máquinas trabalharem por nós, ganharemos liberdade para nos dedicar a valores morais e criar um mundo mais justo e de espírito mais evoluído. 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

10 grandes marcas em uma única assinatura digital