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Projeto premiado discute o empoderamento feminino na periferia

Criado por duas jovens estudantes da zona leste de São Paulo, projeto que discute o empoderamento feminino em escolas públicas foi premiado por fundo da ONU

Por Luciana Lima, da VOCÊ S/A 12 Maio 2019, 06h00 | Atualizado em 20 dez 2019, 11h23
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As estudantes Karen Samyra e Kauanne Patrocínio: peças e rodas de discussão para ajudar as mulheres a terem mais voz | Foto: Luisa Santosa /  (Luísa Santosa/Você S/A)
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Assim como outros bairros periféricos de grandes cidades, o acesso à cultura na região de União de Vila Nova é deficitário.

Localizado no extremo da zona leste de São Paulo, segundo um levantamento da ONG Rede Nossa São Paulo, em 2018 o distrito ocupava a 66a posição entre os 96 bairros da capital quando o assunto era a existência de centros culturais, casas e espaços de cultura.

Foi nesse contexto que cresceram as jovens Karen Samyra e Kauanne Patrocínio, ambas de 17 anos e criadoras do projeto Em Quadro, que leva performances teatrais e rodas de conversa sobre empoderamento feminino a escolas da comunidade.

“O bairro possui um grande índice de violência doméstica. Isso era algo que queríamos mudar. Queríamos que desde cedo as mulheres soubessem que é possível lutar por seus direitos”, afirma Karen.

Em fevereiro, as estudantes foram premiadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), receberam 4 000 reais para financiar a iniciativa e concorriam na etapa mundial do edital, cujo prêmio era de 20 000 dólares.

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Karen e Kauanne, que são primas, sabem da importância de ações sociais. Ambas estudaram em uma das escolas da Rede Marista de Solidariedade, que oferece educação integral gratuitamente a cerca de 7 500 crianças e adolescentes de baixa renda.

Foi lá que as jovens descobriram que é possível ter acesso ao lazer e à arte. “A escola em que estudávamos antes, assim como outras da rede pública, nem sequer possuía biblioteca.

No Marista tínhamos aula de teatro, artes plásticas e direitos humanos. O projeto nos abriu os olhos e ajudou a desenvolver nosso senso de cidadãs.”

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