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Commodities podem ajudar Ibovespa após semana amarga

Bancos centrais causaram uma sangria nas bolsas mundo afora nos últimos dias, com indicação de juros mais altos por mais tempo. Minério e petróleo são a esperança do índice brasileiro.

Por Bruno Carbinatto e Sofia Kercher 22 set 2023, 08h27 | Atualizado em 16 dez 2024, 15h36
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 (Tiago Araújo/VOCÊ S/A)
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Bom dia!

Depois de uma semana sangrenta nas bolsas, cortesia de bancos centrais mais agressivos mundo afora, os futuros americanos apontam para cima nesta sexta-feira, indicando uma tentativa de recuperação no pregão de hoje.

Nos últimos dias, o mercado global foi fortemente impactado pelo Fed; seus dirigentes adiantaram que as taxas de juros nos EUA devem ficar altas por mais tempo do que investidores esperavam. Juros altos combatem a inflação, mas desaceleram a economia como consequência e tornam a renda variável menos atrativa. O resultado foi um mau humor generalizado, com fortes quedas nas bolsas.

Por aqui, o Copom não trouxe grandes novidades em sua decisão de cortar a Selic em 0,5 p.p. Mas já adiantou que antevê cortes nesta mesma intensidade, contrariando uma parcela mais otimista das previsões que espera uma aceleração no ritmo (ou seja, cortes de 0,75 p.p.).

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Ontem à noite, foi a vez do banco central japonês anunciar sua decisão. Também não rolou nada de novidade: o BoJ seguiu sua política ultrafrouxa de juros, mantendo a taxa em -0,1%. 

Mas havia uma expectativa de alta entre o mercado, principalmente porque a inflação está acima da meta de 2% da própria autoridade monetária. O último dado, de agosto, mostrou que os preços subiram 4,3% em relação ao ano passado no Japão, quando se retira da conta itens mais voláteis como alimentos e energia.

Commodities

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Entre as notícias que podem ajudar o Ibovespa a sair do buraco está a forte alta do minério de ferro: em Cingapura, a commodity sobe 3,45%, a US$ 121,45 por tonelada; em Dalian, na China, alta mais moderada de 0,87% a US$ 119,33. 

Vale lembrar que, apesar da queda recente registrada nesta semana, o minério vem numa trajetória de alta nos últimos meses, num rali impulsionado pela expectativa de incentivos à economia chinesa.

Por falar em commodity, a notícia de que a Rússia proibiu a exportação de diesel e gasolina pegou de surpresa o mercado ontem. O país tenta estabilizar os preços no seu mercado interno, e isso pode impactar diretamente por aqui, já que o Brasil é um dos principais destinos do diesel russo. Economistas dizem que a notícia deve pressionar a Petrobras a aumentar os preços nas refinarias.

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O petróleo, por sua vez, também sobe na manhã desta sexta-feira. Se o Brasil for buscar recuperação, como as bolsas americanas parecem querer, é nas commodities que está a melhor chance. No pré-mercado de Nova York, há indicações desse caminho: a ADR da Vale sobe 1,32%, após tombo de quase 4% ontem; a da Petrobras avança 1,07%, depois de queda de 2,28%.

Bons negócios.

humorômetro: o dia começou com tendência de alta
(VCSA/Você S/A)
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Futuros do S&P 500: 0,20%

Futuros do Nasdaq: 0,40%

Futuros do Dow Jones: 0,07%

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*às 8h12

market facts
(Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)

Mercado Livre investe em conservação direta de biomas

Nesta quarta-feira (21), a empresa anunciou que está fechando uma nova rodada de investimentos em projetos de regeneração e reflorestamento de biomas brasileiros — especificamente Mata Atlântica e Floresta Amazônica.

Os recursos fazem parte do Regenera América, lançado em 2021. Segundo o Meli, serão desembolsados R$ 42 milhões para conservar e restaurar cerca de 2,6 milhões de árvores (ou 8,5 mil hectares de floresta). 

Por enquanto, a companhia afirmou que prefere mitigar suas emissões fazendo um trabalho direto nas florestas do que comprando créditos de carbono — mecanismo que você pode entender melhor nesta matéria da Você S/A

Agenda
(Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)

▪️10h45 PMI composto dos EUA

Europa
(Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)
    • Índice europeu (Euro Stoxx 50): -0,16%
    • Londres (FTSE 100): 0,57%
    • Frankfurt (Dax): 0,12%
    • Paris (CAC):  -0,38%

    *às 8h13

    Fechamento na Ásia
    (Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)
    • Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 1,81%
    • Hong Kong (Hang Seng): 2,28%
    • Bolsa de Tóquio (Nikkei): -0,52%
    Commodities
    (Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)
      • Brent: 0,85%, a US$ 94,09
      • Minério de ferro: 0,87%, a US$ 119,33 a tonelada na bolsa de Dalian (China)

      *às 8h10

      Vale a pena ler:
      (Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)

      A ascensão do centro-oeste 

      “Pense no Brasil e, se você for como a maioria das pessoas, pensará em praias com palmeiras, samba e caipirinhas. O clichê precisa ser atualizado. Nas últimas duas décadas, o centro de gravidade política e econômica começou a se deslocar das costas úmidas, às quais se dizia que os brasileiros se agarravam “como carangueijos”, às vastas e áridas planícies do interior. Sua trilha sonora é o sertanejo (country). A bebida preferida é a cerveja gelada.”

      É assim que a Economist começa uma reportagem sobre a evolução econômica do Centro-Oeste brasileiro. O festival de gafes do primeiro parágrafo impressiona: não consta que a cidade de São Paulo, centro econômico do país, fique na costa; nem que cerveja gelada seja uma preferência exclusiva de Mato-Grosso e arredores. Mas ok. O que vem depois vale a leitura: dá um panorama histórico da ascensão do Centro-Oeste. Veja aqui.

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