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Copom dovish surpreende mercado

BC reduz Selic para 13,25% e sinaliza cortes semelhantes nas próximas reuniões. Dando continuidade a grandes emoções, PETR4 e BBDC4 soltam balanços depois do fechamento do mercado.

Por Júlia Moura, Sofia Kercher, Bruno Carbinatto 3 ago 2023, 08h47 | Atualizado em 16 dez 2024, 15h38
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 (voce sa/VOCÊ S/A)
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Bom dia!

Aí sim. Fomos surpreendidos novamente, como diria Zagalo. Ontem, o Copom cortou a Selic em 0,5 ponto percentual, para 13,25% ao ano, e sinalizou cortes semelhantes nas próximas reuniões. Temos mais três delas este ano, o que pode levar o juro a 11,75% ao fim de 2023.

Além de um Banco Central mais dovish do que o esperado, outros fatores desta reunião também chamaram a atenção. O placar foi bem apertado: cinco votos pelo corte de 0,5 p.p. contra quatro votos por 0,25 p.p., que era a aposta da maioria do mercado. E, quem decidiu por um corte maior foi Roberto Campos Neto, que cansou de repetir as palavras cautela e parcimônia nos últimos meses. 

Fato é que a entrada de dois novos membros no Comitê foram fundamentais para essa virada.Gabriel Galípolo e Ailton de Aquino Santos, indicados por Lula, votaram pelo corte de 0,5. Desde que assumiu, o governo fez duras críticas ao BC pelos juros altos. Rolou até  campanha pelo impeachment de Campos Neto.

Agora, não só governo deve estar satisfeito. O mercado já demonstrou ter gostado do que viu ontem. No after market de Wall Street, o índice EW e os ADRs de ações brasileiras terminaram o dia em alta.

然后是的,我们再次感到惊讶

A China também trouxe boas novas. O PMI de serviços do dragão asiático subiu de 53,9 pontos em junho para 54,1 em julho, acima da previsão de 52,6. 

O PMI composto, que engloba indústria e serviços, porém, caiu de 52,5 para 51,9 no período. Mas, ainda em terreno de expansão. Na pesquisa, uma pontuação acima dos 50 indica que o setor está crescendo. Abaixo, que ele está contraindo.

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Will we be surprised again?

Depois do fechamento do mercado, Bradesco, Petrobras, Apple e Amazon divulgam seus resultados do segundo trimestre. Se qualquer uma dessas gigantes surpreender negativamente, o caldo pode entornar por aqui.

Que as boas surpresas não parem.

Bons negócios!

Humorômetro - dia com tendência de baixa
(Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)

Futuros S&P 500: -0,30%

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Futuros Nasdaq: -0,45%

Futuros Dow Jones: -0,18%

*às 8h37

market facts
(Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)

Viveo (VVEO3) emplaca follow-on de R$ 1,2 bi

A Viveo, small cap do setor de saúde, fechou em R$ 21,21 o preço da ação em seu follow-on, afirmou em comunicado enviado à CVM nesta quarta-feira (2). A transação movimentou um total de R$ 1,233 bilhão, e foram emitidas 36,7 milhões de ações ordinárias.

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A oferta é do tipo primária — ou seja, dilui a participação dos atuais acionistas para capitalizar a empresa. Atualmente, a Viveo é composta por 286 milhões de ações. Com essa nova “impressão”, esse número aumenta para 322 milhões. 

Na prática, quer dizer o seguinte: se a empresa distribuir R$ 100 milhões em dividendos, um acionista que antes teria direito a R$ 0,35 por ação passa a ter o direito a R$ 0,31 (já que esses 100 milhões agora estão divididos por 322 milhões de papéis, e não 286 milhões).

Com a melhora do quadro de inflação e perspectiva de redução de juros no país, o follow-on da companhia marca o que parece ser o fim de um longo período de seca nas ofertas de ações do país. Para referência, o último IPO da bolsa de valores foi da própria Viveo, em agosto de 2021.

O valor de R$ 21,21 representa um desconto de 1,17% em relação ao fechamento do dia anterior. VVEO3 fechou a véspera cotada a R$ 20,96, em queda de 3,27%.

Agenda
(Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)
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9h30: presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, fala sobre economia em discurso na Câmara de Comércio de Montgomery;

9h30: pedidos de auxílio-desemprego nos EUA da semana até 29/07;

10h: PMI de Serviços e PMI composto do Brasil em julho (S&P Global);

10h45: PMI de serviços final de julho e PMI composto dos EUA (S&P Global);

11h: PMI de serviços dos EUA em julho (ISM);

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11h: encomendas à indústria americana em junho;

12h: JPMorgan: PMI composto global de julho (S&P Global);

14h: Fernando Haddad concede entrevista à GloboNews.

Europa
(Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)
  • Índice europeu (Euro Stoxx 50): -0,64%
  • Londres (FTSE 100): -0,57%
  • Frankfurt (Dax): -0,74%
  • Paris (CAC): -0,66%

*às 8h24

Fechamento na Ásia

  • Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 0,88%
  • Hong Kong (Hang Seng): -0,49% 
  • Bolsa de Tóquio (Nikkei): -1,68% 
Commodities
(Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)
  • Brent: -0,17%, a US$ 83,06
  • Minério de ferro: -2,27% aos US$ 103,40 por tonelada na bolsa de Dalian

*às 8h40

Vale a pena ler:
(Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)

Brazil takes off… de novo?

Investidores estão cada vez mais economistas com a economia brasileira. Quem confirma é a revista The Economist, que noticiou a mudança de humor ontem. Para explicar a virada, a revista destaca fatores independentes do governo (como reabertura da China e maior apetite dos investidores gringos por mercados emergentes), mas também elenca medidas da gestão petista que explicam a onda de otimismo – em especial, a reforma tributária e o novo arcabouço fiscal. Também elogia Haddad (“um ministro eficiente”), mas também destaca riscos. Leia aqui.

Trabalhando de férias? Conheça o workcation

Já temos um novo item no menu de opções de trabalho pós-Covid: as workations. A modalidade sugere que funcionários possam aproveitar algumas semanas do ano em anywhere office, viajando para destinos de férias mesmo que não estejam de exatamente férias.

Empresas como Google e American Express já aderiram à ideia, criando incentivos financeiros e políticas internas para torná-las uma opção viável a seus funcionários.

A gente sabe… misturar trabalho e férias numa mesma palavra parece crime hediondo. Mas esta reportagem do Financial Times mostra que a flexibilidade pode deixar funcionários mais descansados e produtivos. Hora de planejar as suas workations com seu chefe 😉

Temporada de balanços
(Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)

Depois do fechamento: Amazon e Apple, nos EUA, e Alpargatas, Bradesco, CCR, Cemig, Fleury, Lojas Renner e Petrobras, no Brasil.

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