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Como os chefes devem lidar com a pressão

Roberto Aylmer, professor da Fundação Dom Cabral, explica por que é importante que os gestores sejam parceiros das equipes na crise

Por Por Roberto Aylmer* 16 fev 2016, 08h11 | Atualizado em 17 dez 2019, 15h23

A pressão sobre o trabalhador tem aumentado de forma exponencial. No contexto atual, com a alta do desemprego, cresce o medo de perder o emprego e, com isso, o funcionário tende a forçar ainda mais seu limite para atender as demandas do chefe, que, por sua vez, tem a mesma pressão dos seus chefes. Pesquisas mostram que o principal fator do estresse do funcionário é o seu chefe imediato.

Isso é simples de entender: é o chefe imediato que define se o funcionário fez um bom trabalho ou não.  É ele quem avalia o resultado do funcionário e, com isso, a continuidade dele na empresa. Uma forma de exemplificar o impacto deste gestor sobre o funcionário equivale ao filho que chega em casa feliz por ter tirado nota 9,5, mas ao mostrar para o pai, ouve a pergunta: “Por que não 10?”. Mesmo sendo uma nota excelente, o filho vai se sentir um fracassado. E a sensação de fracasso, quando repetida no mesmo ponto muitas vezes leva à síndrome do burnout, uma doença do trabalho de alto impacto e custo para a empresa e o funcionário.

Em tempos de times enxutos e alta demanda, cada pessoa da equipe é fundamental. Em contextos de incerteza, um líder com o qual a equipe saiba que pode contar tem papel catalisador da confiança. É dele que parte o alinhamento para a busca dos resultados, ou seja, o capital emocional de um gestor tem efeito direto sobre as equipes e o nível de confiança construída, sendo uma importante variável para a construção de resultados. Portanto, o fator decisivo da balança “resultado/estresse” não é a demanda de um líder sobre sua equipe, mas o quanto ele é disponível e comprometido com o sucesso de cada um e demonstra constantemente isso, dando suporte aos subordinados e se mostrando presente.

O CEO, presidente ou diretor executivo deve ser o “guardião da visão de alta performance” trazendo clareza e força para sua implementação, mas cabe ao gestor imediato o papel de alinhar as equipe. Ele é a face da empresa para esses profissionais e isso quer dizer que tem o poder de mobilização até a operação. Por isso, o desenvolvimento dessas lideranças é um fator crítico de sucesso na construção de times de alta performance e é essencial entender o contexto, a cultura e a complexidade de uma organização para analisar a raiz dos problemas recorrentes.

* Roberto Aylmer é professor da Fundação Dom Cabral e especialista em liderança e gestão estratégica de pessoas

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